sábado, 10 de setembro de 2011

O 1000º. post dos Cavaleiros do Norte

O blogue Cavaleiros do Norte chega hoje ao 1000º. post!
O milésimo!!! Mil vezes que inspiraram falar de um período muito especial e intenso das nossas vidas!
Ninguém tal diria e muito menos eu, a 9 de Abril de 2009, quando me meti nesta «brincadeira» de contar histórias e lembrar pessoas da nossa jornada africana, «brincadeira» que ficou «obrigação» diária, quase um dever profissional, um imperativo institucional, um objectivo levedado pelos permanentes estímulos que foram chegando.
Talvez os amigos que por aqui passam, lendo e recordando passagens da nossa jornada africana de Angola, não façam ideia, nem a mínima, da investigação, trabalho, disciplina e concentração que obriga esta tarefa de aqui, diariamente, fazer memória dos nossos tempos de militares que, ao serviço de Portugal e por uma causa boa, um dia partimos para aquela (ao tempo) colónia portuguesa - em vésperas de independência. De onde regressámos há 36 anos - que se passaram anteontem, 8 de Setembro de 2011.
O correio e registos pessoais do tempo, a leitura de alguma imprensa, o meu álbum fotográfico e as centenas de telefonemas e emails feitos e recebidos têm sido preciosas ajudas para a tarefa. Também, e aqui a sublinho, a colaboração de alguns companheiros de então, cada qual à sua dimensão: o tenente Luz, os alferes Almeida, Ribeiro e Cruz ,os furriéis Neto (que me lembra momentos de lá), Pires, Machado, Monteiro e Lopes e os 1ºs. cabos Tomás e Coelho (Buraquinho) - todos da CCS.  O furriéis Rodrigues e Pinto (da 1ª. CCAV.), o alferes Machado (da 2ª.). o capitão Fernandes, o furriel Belo e o 1º. cabo Deus (da 3ª.) - com textos e fotos. Talvez outros Cavaleiros do Norte, que agora não lembrarei. E outros quitexanos que nos antecederam: Octávio Botelho, Luís Patriarca, César e, muito principalmente, o António Casal Fonseca. Não esqueço, o (agora) 1º. sargento Louro (filho do malogrado 1º. cabo Louro). O CIOE, de Lamego! E tanta gente que neste tempo fui consultando: companheiros de Angola, Juntas de Freguesia,  paróquias e associações de localidades natais de tantos dos que foram nossos irmãos na jornada angolana.
Meus amigos: acho que valeu a pena começar! E chegar ao 1000º. post!!!
Um abraço para todos.
C. VIEGAS
(ex-furriel miliciano)

7 comentários:

JM Ferreira disse...

Sem pretensiosismos alguns, é mesmo de registar tal façanha, trabalho e um feito verdadeiramente notável.
Parabéns,

JM Ferreira

Anónimo disse...

e da minha parte um grande obrigado. Com saudades, mas sem saudosismos, consegui aqui reconstituir em parte, o espólio que me destruiram (caixote queimado) em Lanceiros. E tudo isto porque logo após a disponibilidade, regressei a Angola para casar a 18/10/75 e não tive oportunidade de o levantar atempadamente. Espero que este espaço se mantenha, porque os Cavaleiros do Norte fizeram História, são presente e futuro. Um abraço com muita amizade para todos os Camaradas de armas. Uma vez mais, a todos, os meus sinceros agradecimentos.
Carlos Silva
3ª. Companhia

Anónimo disse...

CARO VIEGAS:

Acabei de ler o que é, "desde sempre", a tua "obrigação". Ou seja, "postar diariamente" no blogue. Pois o 1000º Post!!!
Qual "Free Lancer", tudo isto obriga a intenso trabalho de pesquisa, recolha, informação e tratamento das peças, para depois as "prantar" no blogue.
Trabalho árduo, amigo, que obriga, eu diria mesmo, a uma entrega total à causa, nobre causa, qual sacerdócio, que nos faz marejar os olhos, quando lemos as tuas narrativas.
Os Cavaleiros do Norte reconhecem e agradecem a tua dedicação.
Prometi-te colaborar, mas por dificuldades técnicas minhas, ainda não o consegui, mas hei-de fazê-lo.
Exemplo dessas dificuldades, é o facto de mandar este comentário ao post de ontem ( 10SET), por email e não no espaço próprio.


Um abraço,
GUEDES (Ex-Fur 2ª Cª)

Anónimo disse...

Parabéns 1000.E Celestino Viégas pela tua dedicaçao em manter o blog sempre em dia.
Abraço.
Manuel Pinto

Casal disse...

O meu contributo, apesar de modesto, tem-me dado um enorme prazer. Os muitos contactos que fiz para aferir da exactidão de alguns textos para posterior envio ao Viegas, ajudaram-me a completar outros que por aqui tinha em banho maria, por incerteza da sua total veracidade. Nesta minha “obrigatoriedade” de contactos acabei, por meros acasos e/ou coincidências, conseguir outros das gentes da minha Companhia, “desaparecidos” desde 1974.
O 1000º post é obra mas, devo-o dizer, uma não surpresa para mim. Cedo dei pela determinação do Viegas que, associada ao facto de ser uma pessoa de bem, muito pesou na minha, como disse acima, modesta colaboração. Disse-lhe, em Maio de 2009, que podia contar comigo. De espírito aberto, porque não sabia, nem sei, de outra maneira!
O blogue conquistou, e muito, a rapaziada do 3879. Alguns, cheios de entusiasmo, telefonam-me a dar dicas sobre temas que gostariam de ver aqui contados. Temas reais e que, ao tempo, abanaram as hostes da “minha” CCS. Alguns considerei-os incontáveis, afim de não ferir A ou B que, estando ou não entre nós, nos merecem o maior respeito, e por eles, mas também por nós, nos devemos recatar.
A propósito de pesquisas, estou aqui a lembrar-me, e com vontade de rir, dos e-mails “pesquisadores” que enviei para o Funchal, Valpaços, Vilarandelo, Fafe, Viana do Castelo, Aveiro, Braga, Terras do Bouro, Coimbra e… Milão! E lá estava (nem sempre…) a Junta de Freguesia ou o dirigente da Banda Filarmónica da terra, ou o administrador de um qualquer blogue, a dar-me o contacto do fulano de tal que, via telefone, me confirmaria, ou não, a versão da história que dele falaria.
Mas tudo isto com um prazer que só eu sei! Que ninguém imagina!
E é com este mesmo prazer que continuarei a colaborar, enquanto o físico e o espírito mo permitirem, e o Viegas o entender!
Um abraço
Casal

Anónimo disse...

O trabalho que o Viegas aqui vem a fazer é verdadeiramente notável e contagiante, pelo rigor e pela oportunidade e pela clareza da redacção e pela emoção que nos cria ao ler os momentos que nos recorda na beleza das palavras que escreve.
As belas narrativas que aqui nos traz são verdadeiras peças de antologia da história do batalhão e lidas 35 e 36 anos depois fazem-nos deixar cair lágrimas de emoção e de saudade por aqueles tempos em que sem querer fomos heróis.
O Viegas eu recordava-o como o furriel determinado, capaz de enfrentar os comandos e até a desafiá-los, o furriel corajoso e de palavra fluente, muito rigoroso no seu pelotão, sem deixar que uma falha acontecesse quando estivesse de serviço e ao mesmo tempo o tipo descontraído, modesto ou até humilde em demasia.
Podia recordar algumas histórias passadas com ele, mas quero ficar-me por lhe dar os meus parabéns por este excecpional trabalho que é fazer o blogue e com a categoria, rigor histórico e beleza literária que este blogue tem.
Eu sabia que foste um bom militar e um grande lider de homens, agora congratulo-me por te conhecer a competência literária que te permite escrever como escreves, para nosso gáudio e para que a história do nosso batalhão passe para além da história temporal da nossa missão em Angola.
Um, grande abraço para ti, Viegas, e para todos os Cavaleiros do Norte.
José Carlos Fonseca

Anónimo disse...

Ei, viegas, não páres, tem lá paciência...
Matos