terça-feira, 1 de novembro de 2011

1 052 - O furriel Ferreira, de atirador a amanuense...


Furriel Ferreira no aquartelamento de Aldeia Viçosa

A 1 de Novembro de 1974, a 2ª. CCAV. 8423 viu partir o furriel miliciano Ferreira, colocado na 1ª. Repartição da CCS do Quartel General (QG) de Luanda, nos termos da nota nº. 37880/1, de 23 de Outubro de 1974. Atirador de cavalaria, fôra reclassificado como amanuense.
As razões vinham de trás, de 1 de Julho de 1974, reportadas a um acidente na escolta que a 2ª. CCAV. 8423 assegurava até ao Piri - seguindo depois para (ou vindo de) Luanda.
O Ferreira voltava a Aldeia Viçosa num Unimog que se despistou, por volta das 11,30 horas da manhã e numa curva perto do Quibaxe - onde se cortava para Maria Fernanda -, atravessou a estrada e caiu por uma ravina, bem alta. O Ferreira e o condutor rebolaram até ao fundo e ficaram maltratados.
Os feridos foram levados ao PAD do Quibaxe e, daqui, transportados para o Hospital Militar de Luanda, onde chegaram apenas por volta das 18,30 - sete horas depois. O Freitas com a perna e a clavícula esquerda partidas. Por lá ficou, em tratamento, tendo alta a 23 de Setembro, quando regressou a Aldeia Viçosa.
A burocracia militar viria a reclassificá-lo como amanuense e colocá-lo em Luanda, considerando-o «apto para os SAE»,como se lê na Ordem de Serviço nº. 119, de 2 de Novembro de 1974.
«Por mim, teria ficado em Aldeia Viçosa, mas ninguém me perguntou nada sobre a minha vontade», disse o Ferreira, hoje em conversa com o blogue. Acrescentou: «Tinha gostado de ficar com aquela malta, malta boa, e ir com eles para Carmona».
- FERREIRA. José Maria Freitas Ferreira, furriel miliciano atirador de cavalaria, reclassificado como amanuense. Natural de Guimarães, onde reside (em Costa) e é profissional de contabilidade, auditoria e consultoria fiscal.
- PAD. Pelotão de Apoio Directo.
- SAE. Serviços Auxiliares do Exército.

Sem comentários: