Capitão miliciano médico Leal (em baixo) e furriel Neto (em cima)
Era um profissional excelente e um companheiro inesquecível, muitíssimo competente, extremamente dedicado, um verdadeiro sacerdote da medicina.
O que recordo dele, hoje, é uma situação algo caricata, que envolveu o Neto, em banho de fim de tarde, nas casa dos furriéis.
Tinha o Neto (como todos nós) de tomar algumas precauções sanitárias e o banho era ocasião preciosa para algumas de carácter físico externo. E assim fez ele, naquela tarde de um dia de muito calor quitexano, esfregando um líquido por partes íntimas, prevenindo-se de eventuais doenças. Mas trocou o receituado.
E afligiu-se, com a coisa a mingar-lhe da vista e ele a gritar, a gritar!! E nós, ali a meia dúzia de metros, a fazer de conta. Deixa lá gritar o homem! Só que aquilo passou das normas e lá fomos nós, afogueados e a saber de que mágoas se qeixava o Neto.
Ao que vimos e não vimos, fomos em passo de corrida reclamar a presença do dr. Leal. Que rogado não se fez, deixando o seu jogo de damas (ou de xadrez, na messe) para, em passo acelerado, acudir aos males do Neto. O que foi e não foi? Pois, resumamos: o Neto tinha trocado a receita e a reacção física deu para a coisa lhe decrescer, lhe mingar, se apequenar, desaparecer da vista! Estão a ver o susto!
E quanto se riu o dr. Leal, há algumas semanas, quando, pelo telefone, nos lembrámos dessa «aventura»! E quanto nos divertimos, eu e o Neto, quando, a beber um café ou a saborear um tracanaz de leitão, nos lembramos da coisa que se lhe mingava!
- LEAL. Manuel Soares Cipriano Leal, capitão miliciano médico. Natural de Santarém, reside em Fafe - onde, aposentado, ainda exerce, já com mais de 80 anos e principalmente servindo gente humilde e não endinheirada.- NETO. José Francisco Rodrigues Neto, furriel miliciano de Operações Especiais (Rangers). Empresário, natural e residente em Águeda.






























