Vista parcial da cidade da Gabela, destacando-se a Igreja Matriz - que conheci faz agora 35 anos
Restauração da picada para a Fazenda do Liberato (foto de José Lapa)O mês de Setembro, que ontem aqui falei calmo, no 1974 do Quitexe, não foi tanto assim na Zona de Acção do BCAV. 8423. Por exemplo, no aquartelamento de Vista Alegre - onde estava a CCAC. 209, essencialmente formada por militares do RI 20. Aos 27, e por causa de anteriores incidentes internos, aconteceram graves problemas disciplinares.
Quem mo lembrou, por telemóvel, foi um Cavaleiro do Norte - que esta tarde me veio dizer que tal foram os incidentes que, depois de controlados, passaram para a alçada disciplinar do Comando do Sector de Uíge, em Carmona. O que não era coisa pouca!
Assim avivada a memória, o Setembro de 1974 foi militarmente pouco activo (como já aqui foi dito), mas com algumas rotações. Parte da 3ª. CCAV, estacionada em Santa Isabel, passou para uma fazenda que o (furriel) Carvalho - o meu contacto de hoje - não soube identificar. Talvez a de Além-Lucunga! E, ao que me lembro, assim avivado na memória, a 1ª. CCAV. dispensou dois grupos de combate para o BC12, em Carmona.
Eu, vestido de civil em férias, parti de Luanda à boleia de um amigo do Albano Resende, num velocíssimo Toyota alta gama da época, e galguei para aí uns 400 quilómetros, por rectas de quilómetros e a cento e tais à hora de média, à procura do carinho amigo de familiares na Gabela: os irmãos Mário e Cecília, filhos da minha madrinha Isolina - que também por lá estava. Depois, também o Clemente, igualente parente próximo e en«m cuja fazenda dormi uma noite. Por lá conheci muitas coisas, por exemplo a grandiosidade da Fazenda CADA - que até tinha hospital e apeadeiro ferroviário próprioas. Foram das bonitos, que multiplicaram a cada vez mais inspirada minha paixão por Angola.
Estão ali a ver a igreja, na foto? Conhecia-a nesse tempo e mal imaginaria eu que, anos mais tarde, já neste século, fosse um conterrâneo de Águeda a dirigir a sua restauração. E que até na minha paróquia de Óis da Ribeira se colectassem oferendas para as obras que o padre Augusto Farias promoveu, em favor da comunidade católica gabelense! É o destino!
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