
Havia alguma curiosidade, nossa, em conhecer os locais onde estavam as três companhias operacionais do BCAV 8423. Curiosidade aguçada pelo desejo de reencontrar os amigos feitos nos meses de preparação militar em Santa Margarida e que diferentes partidas para Angola tinham feito desencontrar. Nós, sentíamos-nos bem pelo Quitexe! E eles?! Como se sentiriam eles nas suas novas «casas»!?
A oportunidade surgiu a 26 de Junho de 1974, quando nos juntámos ao grupo que, de Carmona, escoltava os comandantes da Zona Militar Norte (General Altino de Magalhães) e do Comando de Sector do Uíge (Coronel Tirocinado Bastos Carreiras), a quem, no Quitexe, se juntou o nosso comandante - o então Tenente-Coronel Almeida e Brito (foto).
«Cuidado, atenção... vão escoltar os mais altos comandos militares da ZMN», avisou-nos que devia avisar - ao aviso juntando um rol de recados que agora não vem ao caso.
Lá fomos nós, e sem quaisquer problemas, na verdade, embora de olhos sempre bem abertos e sentidos bem apurados.
Aldeia Viçosa, por onde já tínhamos passado (na viagem de Luanda), era a "casa" da 2ª. CCAV. Lá encontrei o Matos, o Brejo, o Melo, o Letras, o Guedes, o Chitas. A vila, porventura mais pequena que o Quitexe, era bem agradável - nada de ser o tal "buraco" de que sempre nos falavam, a falarem de Angola. A 3ª. Companhia estava em Santa Isabel e lá galgámos a picada, ate à fazenda onde «moravam» os nossos companheiros. Tempo para, no bar, matar as sedes que se faziam do pó fino da picada, e do calor, e de trocar impressões sobre a «guerra». Por lá estavam o Reina, o Gordo, o Carvalho, o Flora, o Rodrigues, o Fernandes - só para falar dos mais próximos! Tudo gente bem disposta e tranquila.
As impressões trocadas, num e outro lado, deixaram-nos muito descontraídos e confiantes. Afinal, o admastador de medos que se tinha das traições e perigos da mata não seria coisa que «matasse» a nossa confiança! Confiança, aliás, reforçada por um relevante pormenor: se os mais altos comandos militares circulavam com a tranquilidade que vimos e sentimos - e eles teriam informações (secretas) que nós não naturalmente não conhecíamos - pois havia que termos serenidade e desafogo emocional.
Por conhecer ficou a famosa picada para Zalala, onde «acampou» a 1ª. Companhia. Foi a um outro dia!
- MATOS. Mário Augusto da Silva Matos. Furriel miliciano atirador de cavalaria. Actualmente, administrativo em Anadia.
- MELO: José Fernando Noro Dias de Melo, idem, de Alfarelos. Agente da GNR
- BREJO: João António Piteira Breja, idem, de Montemor-o-Novo. Trabalhador de Serviços
- GUEDES. António Artur César Monteiro Guedes, idem, de Peso da Régua. Sargento-Mor da GNR.
- CHITAS. António Milheiros Courinha Chitas, idem, de Gavião. Desconheço a actividade.
- LETRAS. António Carlos Dias Letras. Furriel de Operações Especiais, de Setúbal. Empresário.
- REINA. Armindo Henrique Reina. Idem, de Belmonte.
- GORDO. António Luís Barradas Mendes Gordo. Furriel miliciano atirador de cavalaria. Funcionário municipal em Alter do Chão.
- CARVALHO. José Fernando da Costa Carvalho, idem, aposentado da PSP, no Entroncamento.
- FLORA. António Pires Flora, idem, quadro da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa.
- FERNANDES: António da Costa Fernandes, idem, professor, de Lomar (Braga).
- RODRIGUES. Augusto Rodrigues. Alferes miliciano de Operações Especiais, quadro dos Serviços de Meteorologia do Aeroporto de Lisboa.






























