domingo, 17 de julho de 2011

Galões e divisas das Forças Integradas de Angola

Militares da Companhia de Forças Integradas em Carmona (1975)


A 17 de Julho de 1975 realizou-se em Carmona a cerimónia de entrega de galões e divisas aos graduados da Companhia de Forças Integradas que tinha sido formada em Carmona. Parte do (então) futuro exército de Angola. A ocasião foi aproveitada para «explorar os deveres militares e as responsabilidades dos chefes» - no sentido de os orientar para «fazerem algo por Angola».
Os tempos, também para eles, não estavam fáceis. Refere o Livro da Unidade que «sentiam a submergir-se e deixar de ver a aceitação e autoridade que se pretendeu imprimir-lhes»..
A formação tinha sido dada pelos oficiais e sargentos do BCAV. 8423, dela me recordando uma famosa sessão de instrução de tiro, na carreira do dito, no BC12. Oficial de instrução, era o alferes miliciano Garcia. Monitores, os furriéis Neto e Viegas. Tiro após tiro, em sessões de 60, 80 e 100 metros, registava-se o facto de rarissimamente os praças acertarem nos alvos. Vai-se a ver e... não fazia ponto de mira.
Mais grave foi o comportamento de um jovem oficial angolano, que resolveu disparar ao alvos, nos intervalos das mudanças das linhas de fogo - o que era expressamente proibido, por razões de segurança. Avisado foi uma vez, e duas vezes, sem que aceitasse as ordens do oficial da carreira de tiro - o Garcia. Aparentemente, julgando que não lhe devia obediência, por ser alferes - sendo ele tenente. 
Pois, à terceira, não hesitou o alferes Garcia. A minha G3, que estava pronta para nova sessão de tiro de instrução, foi passada às mãos dele, que despejou uma rajada à volta do jovem tenente, que desapareceu na nuvem de pó vermelho que se levantou. 
«Mataste o gajo!!!...», disse eu, incrédulo. E o Neto, triunfal.
O tenente «reapareceu» da núvem de fogo, era angolano e negro, de cor, mas surgiu aos nossos olhos (espantados!!!...) feito branco de... medo.
«O meu tenente não dispara mais», gritou-lhe o alferes Garcia. «Para a próxima, abato-o!!!!...», ou coisa parecida.
E não disparou mais o tenente, entrando a cena para a lenda dos Cavaleiros do Norte.   
- FORÇAS INTEGRADAS. Companhias militares formadas por militantes da FNLA, MPLA e UNITA. Eram o embrião do (então) futuro Exército de Angola.

sábado, 16 de julho de 2011

O alferes miliciano médico Honório Campos

Tenente Luz, alferes Ribeiro e Hermida, tenente Mora, alferes Cruz, capitão Oliveira, alferes médico Campos e capitão médico Leal, na messe de oficiais do Quitexe (1974/75)


O alferes médico Honório Campos serviu o Batalhão de Cavalaria 8423, dividindo o seu sacerdócio médico pela CCS (onde substituiu o capitão dr. Leal), a 2ª. Companhia (Aldeia Viçosa) e a 3ª. (em Santa Isabel), com «elevada competência profissional», justificando «merecido louvor», proposto pel capitão José Paulo Fernandes, da 3ª. CCAV., a de Santa Isabel.
Acabei de falar ele, a primeira vez desde esses tempos de 1974 e 1975. E vejam só: fez carreira de dermatologista entre Coimbra e Aveiro (ao lado da Águeda onde vivo) e nunca o destino nos fez acharmo-nos. Foi hoje.
O dr. Honório ministrou, pelo chão angolano do Uíge, sacerdócio médico invulgar, acumulando funções militares com as de Delegado de Saúde do Quitexe, do mesmo modo, e cito o Livro da Unidade, apoiando «toda a população civil, sem olhar a horas de trabalho», como se lê no louvor do comandante Almeida e Brito, acrescentando-lhe «dedicação integral a todos os casos vividos».
O grave confito armado entre a FNLA e o MPLA que se despoletou no Quitexe (em Junho de 1975) levou-o a ter de «actuar quase sozinho, perante elevado número de feridos muito graves, patenteando elevada isenção» e manifestando, igualmente, «a sua capacidade técnica e humana, em actividade digna de realce».
A competência profissional associava-a a comportamento social de sã camaradagem com todos quantos com ele privaram. É um dos melhores Cavaleiros do Norte!
- CAMPOS. António Honório de Campos, alferes miliciano médico. Seguiu carreira de dermatologista, chegando a assistente graduado do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro - cidade onde ainda tem consultório privado. Aposentado desde Outubtro de 2006.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O pedido de armas, os cobardes e os traidores...

Rotunda de entrada em Carmona (1975), indo do Quitexe e do Negage

A 15 de Julho de 1975, a tensão levedou fartamente no BC12, onde chegou a notícia de que a FNLA pedira armas ao comandante Almeida e Brito e que este estaria disposto a dar-lhas. Podia lá ser?! Um «conselho» de furriéis (Machado, Neto, Mosteias, Viegas, pelo menos...) decidiu pedir explicações e foi recebido no gabinete do 1º. piso.
Que «não era bem assim...», foi o que nos disse Almeida e Brito, querendo descansar-nos. Que realmente tinham sido pedidas armas, «as armas arrecadadas pela DGS» e que estavam no BC12, para aí umas duas ou três centenas. Mas que se eram essas, «não havia problemas...», pois, ele assim nos disse e nos descansou, «ou estão avariadas ou não têm munições». Foi um consolo, o que ouvimos!
A véspera, dia 14 de Julho, fora de tensão bem sofrida e alimentadora de muitas dúvidas: a FNLA, fazendo-se soberana do terreno uígense, impedira a saída de um MVL, de Carmona para Luanda. Ninguém gostou, entre a guarnição militar, e aquela de lhes dar armas mais incendiou os ânimos.
Dar-lhes armas, para nos atacarem?! Nããããã, nem pensar!
A data faz-me refrescar ideias sobre um incidente desse dia, na rotunda da entrada de Carmona (foto), de quem vinha do Quitexe e do Negage: um grupo de civis, europeus, já noite adentro, provocou a patrulha militar mista e um dos elementos africanos quis reagir, a... tiro!! Por momentos, poder-se-ia ter despoletado uma situação de muito sangue e de mortes, quem sabe?!
Felizmente, o africano obedeceu à ordem do furriel europeu que comandava a patrulha e não se passou do susto! Os militares indígenas, eram turras e filhos de todas as mães. Os brancos, europeus, uma cambada de cobardes e de traidores. O império, nos seus cabeceiros, teve destas malhas mal tecidas.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Os dias pesados de meados de Julho de 1975

Parada do BC12, em Carmona (anos 70 do século XX, da net)


Os meados de Julho de 1975, em Carmona, foram vividos com intensidade e receios, na ressasa dos trágicos acontecimentos dos primeiros dias de Junho - já lá ia mês e meio!... - e, para acumular dores e temores, também pelas consequências que se arrastavam de Luanda, onde se multiplicavam os conflitos entre a FNLA e o MPLA.
E os Cavaleiros do Norte isolados no Uíge, zona de controle da FNLA - «vencedora" dos incidentes de Junho!!!
A partir de 12 de Julho e pelos menos até 18, a guarnição entrou em «permanente situação de prevenção simples» - forma alegórica de dizer que, a cada momento, poderíamos ter conflitos entre-portas, principalmente na cidade de Carmona. Os patrulhamentos urbanos eram intensos, principalmente a partir da altura, recordo do Livro da Unidade, em que «houve que aguentar a provável ressaca da FNLA, face aos seus desaires em Luanda, Salazar e Malange».
A 13 de Julho e mais perto, no Negage, os FNLA´s cercaram o aquartelamento português e quiseram armas do CCAÇ. 4741. No mesmo dia, ontem se fizeram 36 anos e no comício da FNLA e do ELNA, fizeram-se afirmações preocupantes para a segurança e honra dos militares.
A 14, começou a registar-se «constante afluxo de refugiados da FNLA a Carmona». Mais gente, e gente «desembainhada» no seu orgulho, tornava o ambiente pesado e perigoso. Ameaçador!!! Um barril de pólvora que as NT iam controlando tanto quanto podiam. E puderam!
- FNLA. Frente Nacional de Libertação de Angola, preasidida por Holden Roberto.
- ELNA. Exército de Libertação Nacional de Angola, braço armado da FNLA.
- MPLA. Movimento Popular de Libertação de Angola, liderado por Agostinho Neto.
- NT. Nossas Tropas. As Forças Armadas Portuguesas.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Até um destes dias, Cavaleiro Barata!!!

Notícia da morte de Jorge Barata, que foi furriel de Zalala (em cima).
Em baixo, foto de então (1997)


O Barata foi furriel miliciano atirador de cavalaria e Cavaleiro do Norte de Zalala, de quem já aqui falámos. Depois, jornadeou por  Vista Alegre e Carmona, antes da Luanda que se fez «ponte» para Lisboa e para o chão e o afecto dos seus familiares e amigos de Alcains. 
Um deles e agora amigo comum, Manuel Peralta, seu companheiro de escola, de escuteiros e da vida, mandou-nos a notícia da sua morte, publicada no jornal Reconquista, de Castelo Branco - na edição seguinte à do seu inesperado passamento, a 10 de Outubro de 1997, vítima de enfarte de miocárdio.
O Barata foi companheiro dos bons e dos que não se esquecem! Casou com Graciosa dos Reis Dias e teve dois filhos: o Vitor, agora com 31 anos, e a Eduarda (25). A eles, que comungaram do seu afecto e com ele partilharam a graça de viverem o mesmo tecto, os mesmos sonhos de família e de futuro, o nosso abraço fraterno, grávido de saudade e levedado de solidariedade.
Até um destes dias, Barata! Grande Cavaleiro do Norte!
 Ver o blogue Terra dos Cães
este post dos Cavaleiros do Norte

terça-feira, 12 de julho de 2011

O Tenente Mora!

Tenete Mora e furriéis Neto e Viegas na avenida do Quitexe. Eu e ele de serviço, como se vê pelo armamento

O Tenente Mora era uma figura incontornável do Quitexe. Pelo feitio, pela forma, pela continência, pelo que fazia e não fazia. Pelas ideias e comando que exercia. Um Cavaleiro do Norte inesquecível. 
Não há história mais interessante das que a memória leveda no tempo, que não tenha o tenente Mora como personagem. Dele, recordo a mais irónica: quando ele procurou no meu quarto (que também era do Neto) uma rapariga que lá tinha entrado momentos antes, Assim tinham visto os seus olhos. A rapariga, «a moça», na graça dele, era simplesmente... eu. Ou a enternecedora audição do repenique sineiro, no mesmo quarto.
Uma noite, ele de oficial de dia (voluntário) e eu de sargento de dia, aconteceu o trivial das meias noites: por segundos, «falhava» a luz, que era substituída (a pública) pela dos geradores militares. Ligados por um soldado.  E assim foi.
«Sabotagem!...», gritou o tenente Mora, à falha de luz, atirando-se para o chão, em posição de combate.
Tínhamos de enfrentar o IN, que, na suposição dele, já nos  flanqueva a praça militar, quem sabe se já dentro da parada e prontos a asssinar os nossos soldados, que dormiam na noite quenete, enrolados nos lençóes das casernas.  
«Não é nada, meu tenente!!!...», gritei-lhe eu, de pé. E ele, bem mais maduro de idade, compenetradíssimo na sua missão de defesa do Quitexe, a querer rastejar na avenida.
Levou algum tempo até que percebesse o que se passava. O tempo de os geradores serem ligados.
- MORA. João Eloi Borges da Cunha Mora. Tenente do SGE, adjunto do Comandante da CCS. Faleceu a 21 de Abril de 1993, com 67 anos.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Artilharia no Quitexe e missão do PELREC a Luísa Maria...

Caixarias, Hipólito, Silvestre (?), Viegas e Francisco em Luísa Maria (em cima). Brasão do BART. 6322 (em baixo)


A 1ª. CART. do BART. 6321 passou à dependência operacional do BCAV. 8423 nos primeiros dias de Julho de 1974 - «continuando a trabalhar na área dos «quartéis» de Camatela e Quiculungo», como refere o Livro da Unidade.  Foi por pouco tempo, pois «foi retirada ao Subsector em 28 de Julho».
Os tempos desse tempo eram de desenvolvimento de «elevado número de acções e operações» e os Destacamentos de Luísa Maria e Vista Alegre voltaram a «responsabilidade operacional do BCAV. 8423». As picadas e trilhos da ZA começam a ser íntimos dos grupos de combate - embora sempre perigosos, sempre espaços para armadilhas e medos! 
A Luísa Maria foi, por esta altura de 1974, o grupo de combate que eu integrava - o PELREC, da CCS - numa viagem de escolta ao comandante Almeida e Brito e numa vez (a primeira) em que vi uma pacaça - que corria atrás do UNIMOG pela picada fora e não caiu do tiro ao alvo de que foi vítima, acabando por se embrenhar na mata.
Terá sido, não estou certo, também a primeira vez em que parámos numa sanzala e contactámos directamente com o povo -talvez no Tabi, talvez no Catenda, ou no Caunda... -, lá sendo recebidos com a pompa da circunstância pelo soba.
Assim, aos poucos, íamos conhecendo a terra vermelha do Uíge, galgando pelas picadas e trilhos que nos levavam às serras de Canacajungue, ou Quibianga, ou da Quimbinda. E nos habituávamos as sons da mata, aos uivos e cantos da bicharada.

domingo, 10 de julho de 2011

A mentalização dos povos do Quimassabi e Quitoque

Quitexe (a vermelho), Quimassabi (verde) e Quitoque (amarelo), na estrada para Carmona

O dia 10 de Julho de 1974 foi, para os então debutantes Cavaleiros do Norte, mais um de runiões do Comando com os povos da ZA: os de Quimassabi e Quitoque, na beira da estrada de asfalto que liga a vila do Quitexe a Carmona.
A mentalização das populações para o novo ciclo político e militar, decorrente do 25 de Abril, era objectivo primário do BVCAV. 8423 e a essa tarefa se entregou, devotada e competentemente, o Comandante Almeida e Brito - que sempre se fazia acompanhar por oficiais e um pelotão. Algumas vezes (e também noutros casos) o PELREC foi «guarda de honra».
Não sei (não me lembro) se foi o caso deste dia 10 de Julho de 1974, mas é certo que uma e outra aldeia fizeram parte, indistintamente, da construção de memórias da nossa pasasagem pelo Uíge angolano.
Foi no Quitoque que começámos uma operação, nos primeiros dias da nossa comissão e na qual o alferes Garcia matou uma cobra gigante que se soltava de um cafezeiro sobre o pelotão, que pela primeira vez vi uma mulher africana a lavar os dentes com um pau e água de um riacho. O que era coisa espantosa para o nosso olhar de europeus. E lá vi as primeiras mulheres de peitos nus e filhos pendurados nas costas.
Memórias que hoje desfiamos!

sábado, 9 de julho de 2011

A saída definitiva do Quitexe...

Casernas e parada do Quitexe (vermelho), edifício do comando (rôxo), porta d´armas (amarelo) e administração civil (branco, em cima)

 
A 8 de Julho de 1975, a 3ª. CCAV. do BCAV. 8423 abandonou o Quitexe. Ali, foi a última guarnição militar portuguesa. O primeiro grupo de combate já abandonara a vila no dia 1 e, assim, ficou completa a retração do dispositivo militar do Uíge. Concentrado em Carmona.
A situação não era a melhor e, cito o Livro da Unidade, houve «necessidade de se preparar uma maior presença na cidade».
Os problemas, na verdade, já depois dos gravíssimos incidentes dos primeiros dias de Junho, não deixaram de se repetir. Ora confrontações entre militantes dos movimentos independentistas (armados), ora no relacionamento da comunidade civil, com a guarnição militar portuguesa.
O comando do BCAV. 8423 bem tentou respostas e soluções da parte do QG/RMA, para «a melhor situação em Carmona», mas a verdade é que nãs as teve e, em boa verdade, a guarnição sentia-se isolada, orfã a norte - numa zona (o Uíge) de fortíssima influência da FNLA, que o MPLA rejeitava e combatia, em palavras e, por vezes, com armas na mão. Como acontecia em Carmona, Vista Alegre, Aldeia Viçosa e Quitexe. Ou principalmente em Luanda e, mais perto de nós, em Salazar e Malange.
- QG/RMA. Quartel General da Região Militar de Angola.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Reunião de comandos do Batalhão de Cavalaria 8423

Bar dos Sodados (cercada a vermelho) e enfermaria militar (a amarelo) do Quitexe


A 8 de Julho de 1974, reuniram-se no Quitexe os comandantes das várias sub-unidades do BCAV. 8423 - da CCS, da 1ª. (Zalala), da 2ª. (Aldeia Viçosa) e da 3ª. CCAV´s (Santa Isabel). Foi a primeira reunião mensal dos Cavaleiros do Norte. A 5, mas em Sanza Pombo, fôra a vez de idêntica reunião, mas esta dos comandos do Comando do Sector do Uíge.
A guarnição militar adaptava-se gradualmente ao ambiente da vila-mártir e desenhavam-se a criavam-se afinidades com a comunidade civil. Os bares e restaurantes eram bons pontos de convívio - inicialmente algo desconfiado, até constrangido e frio. Um dos primeiros civis com quem falei (me lembro), foi o sr. Guedes, que tinha casa para o lado do Topete e era um bom conversador. E, de resto, como se veria depois, com muitas afinidades com a gente militar - particularmente com os sargentos do quadro.
A imagem cercada a vermelho mostra a casa que, no Quitexe, foi o bar dos praças da CCS. A cobertura da esquerda serviu de espaço para aulas regimentais. Em frente, para a direita, ficavam a messe de oficiais. E bem se vê a dimensão da avenida - também conhecida por Rua de Baixo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Acções, operações e o novo Governo em Lisboa


O reconhecimento de toda a ZA do Batalhão de Cavalaria 8423 continuou por Junho de 1974 adentro. A 7, por exemplo, foram visitadas a 2ª. CCAV., em Aldeia Viçosa (identificada no mapa, dentro do rectângulo a rôxo) e a fazenda Negrão - cuja localização não consigo memoriar.
Terminara, entretanto, a Operação Castiço DIH, com novo contacto com o IN, na Central do Negage - em data não precisa, mas sem quaisquer consequências. Enquanto isso, e cito do Livro da Unidade, «desenvolveu-se elevado número de acções e operações em toda a ZA, mas nomeadamente sobre o  Mungage, Negage, Aldeia e Tabi».
Correio de  Portugal dá conta de muitos problemas políticos e sociais em Lisboa. Uma carta do Governador Civil de Aveiro a 25 de Abril de 1974 (exonerado nos dias seguintes), faz irónico  comentário sobre a nova política nacional: «Mudaram as moscas!!!...».
Lisboa arde em conflitos e instabilidade: Palma Carlos (foto de baixo), líder do 1º. Governo Provisório, tomou posse a 15 de Maio e demitiu-se a 9 de Julho, sendo exonerado a 11. MFA e Governo não se entendem e Palma Carlos, sem carta branca para fortalecer o seu poder, bateu com a porta. Substituído por Vasco Gonçalves (foto de cima) - coronel que formou Governo com 17 ministros: 8 do MFA, dois do PS, um do PPD (PSD), um do PCP e independentes, com orientação política proxima do PCP.A nós, no Quitexe e sua ZA, tudo isto passava ao lado. O Expresso era, na altura, o jornal que nos chegava à 2ª.-feira e em que íamos lendo «novas» da confusão que se passava em Lisboa. Com as dicas do correio pessoal que nos chegava, lá nos íamos "informando", embora sem pormenores e sem sem entender bem as intrigas e a chicana do movimento revolucionário que se enlabaredava por Lisboa e corria o país fora. Da Guiné, onde jornadeavam os comterrâneos Dinis, António Melo e o Aldírio, chegavam aerogramas com notícias do próximo regresso a Portugal, com a independência dada ao PAIGC. E nós? Em Angola? Não sabíamos, mas ainda tínhamos mais de um ano pela frente.  

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Os velórios angolanos e a mentalização dos povos

Viegas e Pires (Montijo) na sanzala do Talambanza, na saída do Quitexe para Luanda

Os militares, chegados da Europa e inebriados pelos calores d´Angola, rapidamente ganharam apetite por conhecer os hábitos dos nativos. Eu, por mim, dou-me conta de fazer registos escritos (e agora relidos) sobre as tradições negras, por exemplo nas noites de velório. Tinham hábitos estranhos, para nós, e registei alguns em fitas de gravador - que, infelizmente, se deterioram com o tempo. Já lá vão 37 anos.
Gravei e registei explicações sobre os cânticos e batucadas, bebidas e espiritualismo dos nativos - aspectos de cultura, ou de etnografia e folclore, que me entusiasmaram e acicatarm muitas curiosidades, a ponto de, sobre isso, demoradamente falar com os «mais velhos»do Talambanza e do Canzenza.
Entusiasmou-me conhecer, realmente e por dentro, as tradições populares nesta área tão sensível da vida humana, a morte! - e que eles viviam de forma estranha, para os nossos hábitos.
A imagem fotográfica deste post é de Julho de 1974, nela estando eu e o Pires - o imortal Pires do Montijo.
Outro regresso, agora ao Livro da Unidade, é para lembrar que, a 6 de Julho desse ano, o comandante Almeida e Brito, na «continuação da mentalização das populações», fez nova série de reuniões com os povos das sanzalas em redor do Quitexe. Desta feita, as povos de Aldeia e Luege. Hoje passam 37 anos!
- PIRES. Cândido Eduardo Lopes Pires, furriel miliciano sapador. Natural do Montijo e residente em Niza, onde é funcionário camarário.
- ALDEIA. Sanzala (povoação) à saída do Quitexe, na estrada (picada) para Camabatela.
- LUEGE. Idem, na estrada para Luanda.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A Polícia de Informação Militar (PIM) do Quitexe

Avenida do Quitexe (Rua de Baixo). À direita, Casa dos Furriéis, messe de oficiais e, ao fundo, depósito de géneros e messe de sargentos (casa branca, à direita). Foto de 2004 (net)


Quem por aqui nos lê faz ideia de quantas vezes calcorreei este passeio que se vê aqui a direita? Não faz. Pelo dia de hoje, de 1974, ainda não eram muitas, tínhamos apenas (quase) um mês do Quitexe, mas, até 2 de Março de 1975, foram largas centenas, milhares. Era o meu caminho (e de outros) para as messes - de sargentos e oficiais. E por ali cirandávamos nós, também a caminho da enfermaria (ao fundo - à esquerda do telhado em bico que se vê em branco). Ou, aqui para trás (do lado de que a foto é tirada, para a secretaria e comando da CCS (imediatamente a seguir), mais à frente a do comando do batalhão (na esquina da rua que ia para a igreja) e a parada, casernas e oficinas.
Bom, vamos a factos: a 4 de Julho de 1974, leio no Livro da Unidade, «completou-se o quadro orgânico da Policia de Informação Militar» - a PIM, «sucedânea» local da DGS (PIDE), mas pela qual não me lembro ter dado, a não ser quando, em data que não consigo concordar, participámos numa operação militar que envolveu os Flechas e dela ouvi falar.
Tão discreta deveria ser a sua actuuação que nem demos por ela, a PIM. Mas, ontem se fizeram 37 anos, apresentou-se ao comandante Almeida e Brito «o chefe de Posto daquela polícia do Quitexe». 
Julgo não estar enganado, mas nunca conheci a cara de tais PIM´s.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A morte do furriel miliciano Jorge Barata, de Zalala!

Barata (à esquerda, em cima), furriel miliciano em Zalala, com o alferes Santos e o Rodrigues (fm). E como defesa central do Alcains, quinto a contar da esquerda, de pé

O Barata, o furriel miliciano Barata, faleceu em 11 de Outubro de 1997, na sua terra de Alcains, cujas cores defendeu no futebol (foto) e na alma. Era um dos Cavaleiros do Norte de Zalala e dele, tenho a imagem da sobriedade, do companheirismo e da verticalidade, sem submissões ou exageros, cumpridor fiel da missão que o (nos) levou à jornada angolana do Uíge.
O nosso envolvimento relacional começou em Santa Margarida, pelos primeiros meses de 1974, na formação do batalhão - ele na 1ª. Companhia, eu na CCS. Continuou em Angola, particularmente nas missões que, ido de Zalala, ele cumpriu no Quitexe.
A 22 de Novembro de 1974, com toda a guarnição zalaliana, passou para Vista Alegre e depois para Carmona - antes de, em Agosto de 1975, seguir para Luanda - onde chegara a 1 de Junho do ano anterior. De lá saiu, com comissão finda e para Lisboa, a 9/10 de Setembro desse mesmo ano de1975.
O Barata faleceu vítima de um enfarte do miocárdio. Na véspera, ainda treinou futebol, jantou, sentiu-se mal, seguiu de ambulância para o hospital e faleceu no dia seguinte - 11 de Outubro de 1997, às 7 horas da manhã.
Deixou viúva, um filho e uma filha.

Até um destes dias, Barata!
- BARATA. Jorge António Eanes Barata, furriel miliciano atirador de cavalaria, da 1ª. CCAV. 8423. Natural de Alcains.

domingo, 3 de julho de 2011

Os pousos militares da guarnição do Quitexe

Mapa do Quitexe, desenhado por João Nogueira Garcia (clicar na imagem, para a ampliar)

As primeiras semanas do Quitexe, há 37 anos, foram, também, para descobrir a vila, para além do mundo (sempre algo fechado) da guarnição militar. João Nogueira Garcia, um dos primeiros quitexenses (e dono da casa onde funcionava a secretaria e o comando da CCS, nºs. 5 e 6, com a de Abílio Guerra, assinalados a rôxo) desenhou, de memória, um mapa das ruas do Quitexe - que aqui reproduzimos.
Os quitexanos Cavaleiros do Norte podem identificar o principais pousos da tropa:
- 8 e 9, assinalados a vermelho: Edifício e secretaria do comando do BCAV.. Nas traseiras, para o lado da igreja (nº. 7, assinalado a preto, aqui em baixo) ficavam as casernas e as oficinas.
- 5 e 6 (rôxo escuro): Comando e secretaria da CCS.
- 3 (azul): Casa dos Furriéis.
- 2 e 37: Messes de oficiais e sargentos.
- 28, 29 e 30: Enfermaria,
E alguns pontos civis:
- 16 (roxo, à esquerda): Cemitério.
- 55 (verde): Hospital civil.
- 51, 52 e 53 (rôxo, em cima): Administração civil e jardim publico.
- 48: Escola primária.
Outros:
- 11: Restaurante Topete.
- 21: Restaurate Pacheco.
- 49: Clube Recreativo (cinema).
- 64: Bar do Morais.
- 69: Bar do Rocha.
- 72: Estação dos Correios.

sábado, 2 de julho de 2011

A caça e os petiscos no aquartelamento de Zalala



A caça foi divertimento e reforço da gastronomia zalaliana, como, de resto, um pouco por toda a zona de acção do BCAV. 8423. E outros batalhões da jornada africana. Por lá, comer peixe é que era grande novidade. Era sempre carne, carne, carne...

A foto, no aquartelemento de Zalala, mostra um soldado nativo (à esquerda), o furriel Rodrigues e o soldado Bigodes, todos do 4º. pelotão da 1ª. CCAV. 8423, com um troféu da caça do dia - «vítima» de uma incursão à mata próxima.
«O nosso mestre cozinheiro sabia tirar-lhe o sabor a bravo, com condimentos que ele bem sabia e utilizando uma receita que lhe fora transmitida por um natural e cozinheiro da fazenda», recorda o Rodrigues, que enviou a foto para o blogue.
O fim da rés, imagina-se facilmente: ia à cozinah, ou ao forno, onde desse melhor jeito, e de lá saíam petiscos de morrer na boca, bem regados com “cucas” e divididos com os restantes companheiros do pelotão.
É óbvio que, nestes dias, faziam greve ao “rancho” geral. Pudera!!!...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Os primeiros dias de Julho de 1974 no Quitexe



O mês de Julho de 1974, pelos lados do Quitexe, foi tempo de crescente habituação dos Cavaleiros do Norte a novos hábitos e desafios. Os operacionais, gradualmente, já conheciam trilhos, picadas e matas, fazendas e sanzalas, habituavam-ser aos suores fortes que se lhe soltavam dos poros, aquecidos e abertos pelo calor intenso do norte uíjano.
Neste dia desse ano, recebi o segundo aerograma de minha mãe, cheio de recomendações, mas sem um queixume da sua vida - ao tempo amargurada por viuvez recente e pelas dores dos bicos de papagaio. «As pessoas vão perguntando por ti, mas não sei o que lhes dizer», contava-me a autora dos meus dias, em aerograma datado do 28 de Junho, uma 5ª. feira - no qual, por exemplo, me dava nota da realização, no domingo anterior, da festa da comunhão solene.
O comando do BCAV. 8423, por estes primeiros dias de Julho de1974, assumia a responsabilidade operacional da OPVDCA do Dange e das 3ª. e 4ª. Companhias da PSPA, estas respectivamente sediadas no Quitexe e em Vista Alegre.
A verdade valha por dizer que não tenho memória da PSPA pelo Quitexe. Varreu-se-me! Lembro-me, sim, da OPVDCA, com aquartelamento à saída para Carmona - do lado direito e onde, numa noite indeterminada, tive (com o piquete da CCS) um quiproquo pouco simpático com uns agentes, por causa de um negócio de saias entre nativos.
- OPVDCA. Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil de Angola. Corpo de voluntários de ambos os sexos. que prestava auxílio às Forças Armadas e garantia a defesa civil das populações. A OPVDC constituía uma organização do tipo milícia, subordinada directamente ao governador-geral ou governador da província.
- PSPA. Polícia de Segurança Pública de Angola. Idêntica à PSP do Portugal europeu.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O paludismo que derrota e rouba 9 quilos a um homem...


O paludismo era doença que não me assustava e até me fazia muita impressão como é que um indivíduo jovem e cheio de saúde se deixava cair numa cama! E ali ficava quase irreconhecível, sem forças para agarrar uma gata pelo rabo! Até que no dia 20 de Novembro de 1972, quando eu preparava o meu desenfianço de três dias para Carmona, onde com um amigo de escola iria dar umas voltas, fui surpreendido com algum mal-estar físico e uma falta de apetite que não era normal.
Aliás, muito anormal mesmo!
De imediato, fui falar com o amigo Alves, enfermeiro, que, sem papas na língua, logo me disse: «Ó pá, de certeza que isso é paludismo!..., é melhor não te desenfiares se não queres meter-te em chatices! Vai por mim Casal, ouve o que te digo!...».
Não lhe dei ouvidos e lá preparei a minha roupa para três dias, que não passava de meia dúzia de peças. Mas a noite foi penosa e começaram as voltas na cama, num desatino desgraçado!
Lá fui de novo à enfermaria à procura de qualquer coisa que me pusesse novo e me desse asas para voar até Carmona.
“Estás cheio de febre. pá..., onde é que pensas que vais?!», gritava-me o furriel enfermeiro Batalha e advertindo-me para as consequências.
Pronto, estava feito! Lá se ia a visita a um museu ou a uma exposição de pintura! Digo eu, já que não havia nada programado! “Meu furriel, se não for contra as normas deixe-me seguir o tratamento no meu quarto”!..., pedi-lhe, para me ver livre da enfermaria. E assim aconteceu durante dez penosos dias, só a medicamentos e água e sem forças para me colocar em pé. Como não baixei à enfermaria, entrei na escala de serviço como se estivesse são.
«Não te preocupes com os serviços que eu faço-os todos», aliviou-me o colega de quarto Aguiar, que viria a ser amigo para toda a vida!
Como se não bastasse, trazia-me todas as refeições à cama e até me mudava os lençóis ensopados em suor. Refeições que eu não conseguia comer e nem sequer cheirar! Ao fim de oito dias, finalmente, comecei a sentir fome e logo pensei que havia homem. A muito custo, levantei-me e saí para ir ao Topete, mas não andei mais de cem metros. A cambalear e a trocar as pernas, caí logo ali no carreiro que servia de atalho em frente à enfermaria!
Estou f… lixado, querem ver que me vou desta para outra…assim sem mais nem menos!?”, disse eu, com voz sumida e sem perceber para onde fugira toda a minha força!
Fui socorrido pelo enfermeiro “Pilório” que com a ajuda do maqueiro “Estarreja”, me estendeu na cama. “Tás quase bom pá, para te levantares e teres fome é porque é coisa para só mais dois ou três dias!...», animava-me ele, já com alguma experiência mas a gozar o espectáculo, enquanto me limpava o suor da cara. O pior era o cigarro que ele tinha a dançar na boca e me atirava a cinza para cima!
E não se enganou, porque dois dias depois já estava pronto para outra, fresco que nem uma alface. A “exploração” de Carmona ficou para semanas depois, mas não correu nada bem! Foi de má memória!
A foto foi tirada no dia da minha “alta”, 30/11/72, por sugestão do Mário (rádio montador), que fez questão que a minha desgraça ficasse para a posteridade. Nove quilos tinham ido à vida! Obrigado Mário, podias era ter-me emprestado uns suspensórios!!!
ANTÓNIO CASAL FONSECA

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A morte do furriel miliciano Melo


Raramente aqui temos falado da 2ª. CCAV. 8423, que jornadeou por Aldeia Viçosa, sob comando do capitão miliciano José Manuel Cruz. Não porque não tenhamos tentado, e das mais diversas formas e feitios, ter colaboração dos nossos companheiros que por lá cumpriram missão igual à nossa do Quitexe. Ou de Zalala e Santa Isabel, Vista Alegre, Songo, Ponte do Dange, Luísa Maria e Carmona, antes de Luanda e do nosso regresso a Portugal.  
As nossas diligências não têm sido felizes - salvo as excepções, honrosas!!!, que confirmam a regra. Hoje, vimos falar da 2ª. CCAV. e não pelas melhores razões: a da morte do furriel Melo. Em data que não consegui precisar.
O Melo era atirador de cavalaria e, depois de Angola, fez a vida como militar da GNR, na Brigada de Trânsito. A vida fez-nos encontrar meia dúzia de vezes, depois de 1975 - a última delas, nos anos 90, quando me procurou em Águeda, por razões que agora não vem ao caso.
Soube agora que a morte resultou de doença. Aqui fica o registo da nossa saudade. Até breve, amigo melo!
- MELO. José Fernando Nôro Dias de Melo, era da Granja do Ulmeiro (Soure) e residia em Leiria - onde trabalhava na Brigada de Trânsito da GNR.

terça-feira, 28 de junho de 2011

8 furriéis de Zalala em passeio pela mata


 Furriéis de Zalala: Rodrigues, Barata, Louro, Nascimento, Eusébio, Dias, Velez e Victor Costa

De Zalala, se tem dito por aqui (e por muita gente!) que era «um buraco». Por lá se enviuvaram muitas emoções e se «multiplicaram» alguns degredos. Era a uns 40 quilómetros do Quitexe, para lá de uma picada de muitos perigos.E nela se sentiram sustos vários.
Eu mesmo, com a brava rapaziada do PELREC e no regresso de uma operação, fomos «vítimas» de uma emboscada, que não foi: eram tiros de gente civil que caçava, mas que nos castigaram a alma e semearam o corpo de medos.
O Rodrigues, que por lá foi furriel e agora goza os prazeres da reforma, por Vila Nova de Famalicão, vem aqui ao blogue (com a foto lá de cima), dar conta de «um dia de maluquice...».
Foi, diz ele, «um daqueles  domingos de nada fazer em que, não me recordo se com autorização do comando ou não, resolvemos fazer uma investida de" turismo", tirar as roupas civis da mala, só para alguns, e levar os restantes camaradas a conhecer locais ja conhecidos dos atiradores, por razões óbvias».
Quase todos eles são atiradores, na verdade. E «já lá tinham estado variadas vezes«, mas os outros, os "especialistas", iam estrear-se na novidade «turística».
Os atiradores os tratavam os sobreditos como "aramistas", porque não saíam do arame farpado e, embora estivessem em Zalala, «não conheciam a área geográfica que envolvia o aquartelamento». Não saíam à volta do buraco. Assim era Zalala, em 1974.
- RODRIGUES. Américo Joaquim da Silva Rodrigues, furriel miliciano atirador de cavalaria. Aposentado e residente em Vila Nova de Famalicão.
- BARATA. Jorge António Eanes Barata, furriel  miliciano atirador de cavalaria. De Alcains.
- LOURO. José dos Santos Louro, furriel miliciano atirador de cavalaria. Funcionário da Universidade de Évora.
- NASCIMENTO. José António Moreira do Nascimento. Furriel miliciano de alimentação.
- EUSÉBIO. Eusébio Manuel Martins. Furriel miliciano atirador de cavalaria. De Belmonte, aposentado.
- DIAS. Manuel Dinis Dias. Furriel miliciano mecânico. De Lisboa.
- VELEZ. Vitor Manuel da Conceição Gregório Velez, furriel miliciano. Residente na Amadora.
- COSTA. Victor Moreira Gomes da Costa. Furriel miliciano atirador de cavalaria.