E como era bom o casqueiro amassado e cozido pelo padeiro Almeida, no forno da CCS!
BATALHÃO DE CAVALARIA 8423. Os Cavaleiros do Norte!!! Um espaço para informalmente falar de pessoas e estórias de um tempo em que se fez história. Aqui contando, de forma avulsa, algumas histórias de grupo de militares que foi a Angola fazer Abril e semear solidariedade e companheirismo! A partir do Quitexe, por Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange e Songo! E outras terras do Uíge angolano, pátria de que todos ficámos apaixonados!
terça-feira, 20 de abril de 2010
O atirador de cavalaria Almeida que se fez padeiro...
E como era bom o casqueiro amassado e cozido pelo padeiro Almeida, no forno da CCS!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
A mensagem que foi forjada para a coluna terrestre passar para Luanda
A dada altura, estava eu a comandar o Batalhão, pois o tenente-coronel Almeida e Brito tinha entrado de férias, começámos a entregar algumas infraestruturas aos três movimentos : MPLA, FNLA e UNITA.
Para tirarmos a salvo esses refugiados, organizamos um transporte aéreo e uma coluna com destino a Luanda. No transporte aéreo, seguiram os mais "perigosos", assim como alguns civis - nomeadamente mulheres e crianças. Do aeroporto, tinham-me dito que no avião só cabiam 100 pessoas incluindo nesses 100, algumas crianças. Só que, na hora de embarcar as pessoas nas viaturas de transporte para o aeroporto, foi completamente impossível controlar quem ia e quem ficava. Uns diziam que só queriam ir despedir-se dos seus familiares e outros, de facto, queriam era fugir. Assim embarcaram no avião mais de 150.
A coluna terrestre "encalhou" no Negage, porque a FNLA não nos queria deixar passar. Dizia que aquela gente ia para Luanda e que, depois de se armar, regressaria a Carmona para se vingar da derrota sofrida. Depois de termos informado o Comando de Sector da situação e para que não houvesse mais derramamento de sangue, este forjou uma mensagem assinada por Ngola Kabango, que era Ministro em Luanda e era dos quadros da FNLA , que autorizava a nossa passagem. E assim a coluna lá seguiu o seu destino sem mais quaisquer problemas. Que será feito dessa gente? Uns terão ficado sempre por Luanda, outros talvez tenham regressado mais tarde.
Pequenas histórias passadas há 35 anos.
Um abraço para todos
JOSÉ DIOGO THEMUDO
domingo, 18 de abril de 2010
Palestras orentadoras para as primeira eleições depois de Abril
sábado, 17 de abril de 2010
Férias em Nova Lisboa e as primeiras eleições em Portugal
Vantagem de escrever anotações nas costas das fotografias é recordar histórias a elas ligadas. A de baixo, a preto e branco, fez memória da minha visita à barragem do Cuando, a 14 de Abril de 1975, com Cecília Neves e o marido, Rafael. Na de cima, a cores, estou eu com Rafael e os quatro filhos: Saudade, Fátima, Idalina e Valter. Num dos muitos jardim de Nova Lisboa, no dia 16. sexta-feira, 16 de abril de 2010
O homem das transmissões aos berros no meio da emboscada...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A chegada do capitão José Diogo Themudo a Carmona
O BCAV. 8423 esteve sem 2º. Comandante até Março de 1975, quando chegou a Carmona o capitão José Diogo da Mota e Silva Themudo. Substituiu o major José Luís J. Ornelas Monteiro - que se apresentara em Santa Margarida, a 4 de Fevereiro de 1974, que nós mal conhecemos e que, nas vésperas do embarque da CCS para Luanda (a 29 de Maio), foi requisitado pelo MFA «por motivos imperiosos de serviço» e por cá ficou.
Reencontrámos, agora, o capitão José Diogo Themudo, já coronel e aposentado, que nos conta como foi parar a Carmona. Na primeira pessoa:
«Em Janeiro de 1975, fui mobilizado pela segunda vez para Angola. O meu destino era Silva Porto, para substituir um capitão que ia regressar à metrópole. Mas, quando cheguei a Luanda, fui informado que todas as tropas de Silva Porto já tinham regressado e que, portanto, já não ia substituir ninguém. Pedi, então, para regressar à metrópole, o que me foi negado, pois tinha sido o último oficial a chegar a Angola e podia fazer falta».
Continua o coronel Themudo, a contar a sua história angolana: «Instalei-me na messe de oficiais e de quando em vez passava pelo Quartel General, para saber se havia notícias. Estive na praia durante um mês. Por um feliz ou infeliz acaso, certo dia fui ao aeroporto despedir-me de um camarada de armas e encontrei também por lá o então Tenente-Coronel Almeida e Brito, que me convidou para 2º. Comandante do Batalhão».
O capitão José Diogo Themudo, que então se sentia «farto de nada fazer» em Luanda, resolveu aceitar o convite, «apesar das funções serem de major e eu ainda ser capitão». E, no dia seguinte, lá foi com Almeida e Brito ao QG/RMA e resolveram a situação.
Sem demora, estava em Carmona no Batalhão de Cavalaria 8423. Deixavam os Cavaleiros do Norte de estar órfãos do 2º. Comandante.
- QG/RMA. Quartel General da Região Militar de Angola.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Comunas do Qutexe com ajuda alimentar
A alegria estampada no rosto de Luís Alexandre Joaquim, um menino de sete anos, era contagiante. Recebeu, domingo último, da Associação de Jovens Angolanos Provenientes da República da Zâmbia (AJAPRZ), material didáctico e uma pasta escolar. Quem também saltou de alegria foi a pequena Mingota, que também recebeu material didáctico e uma pasta escolar.
“Estamos muito alegres. Agora já não vamos mais levar os cadernos nas mãos”, disse Juliana André, aluna da escola primária da comuna de Cambamba, a cerca de 88 quilómetros do Quitexe.
Conflitos entre o MPLA e a FNLA na cidade de Carmona

Os dias de Abril de 1975, em Carmona, foram assombrados por repetidos incidentes entre militantes dos movimentos emancipalistas - a que a tropa portuguesa ia dando «resposta», procurando conciliar forças. Mas o destempero de alguns dos (ex)combatentes exorbitava-se muitas vezes e começou a não ser invulgar ter de intervir em «força».
Luanda multiplicava-se em incidentes inter-movimentos e Carmona sentia-se minimamente segura, mas a guarnição via, aos poucos, confirmarem-se as sábias e experientes palavras de «aviso» do comandante Almeida e Brito: «Os problemas vão cá chegar...».
À boca pequena, e normalmente nas noites de serviço, sussurravam-se «coisas» entre a tropa miliciana graduada, furriéis e alferes - estes, por ouvirem nas messes o que a parada desconhecia. Os patrulhamentos mistos, normalmente sem problemas, começaram a ser pasto de pequenas escaramuças e os Cavaleiros do Norte muitas vezes eram maltratados e ofendidos nas ruas da cidade, por europeus que nos apontavam dedos em riste e acusavam de traidores. Repetiam-se pequenos tumultos, cada vez mais graves e entre os movimentos!
Reporto o Livro da Unidade, sobre a intervenção das Forças Armadas Portuguesas: «Houve que fazer intervenção a conflitos diversos, o mais grave deles a 13 de Abril, na própria cidade, aquando uma acção de fogo entre o MPLA e a FNLA, através de elementos das duas forças militares». Fez ontem, 35 anos!
E de tal monta se foram repetindo os incidentes que a guarnição foi de imediato reforçada, para «obstar tais inconvenientes e para cumprir uma intensa actividade de patrulhamentos mistos». A 14 de Abril (faz hoje 35 anos), chegou um grupo de combate do BCAÇ. 5015 e, na noite de 15 para 16, um outro - este da 3ª. CCAV., ao tempo ainda no Quitexe.
A sul, eu e o Cruz vagabundeávamos por Nova Lisboa e cidades limítrofes, em gozo de férias que ainda hoje nos deixam adoçar a boca. Sempre atentos à Emissora Oficial de Angola, para saber notícias do país que estava a nascer em berço de alguns tumultos.
- BCAÇ. 5015. Batalhão de Caçadores 5015, cumpriu comissão em Angola entre 1974 e 1975, com instalações na Damba (CCS), Chimacongo (1ª. CCAÇ.), Mucaba (2ª. CCAÇ.) e Quivuenga (3ª. CCAÇ.). Desconheço a que companhia pertencia o grupo de combate.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Agência do Banco BIC na cidade de Uíge (antiga Carmona)

O presidente do Banco BIC, Fernando Teles, garantiu que, com a abertura do novo balcão, há a possibilidade do empresariado local obter crédito.
"O nosso objectivo é continuar apoiar os pequenos agricultores e outros ligados à pecuária, assim como os empresários e funcionários da província do Uíge", disse, pedindo, para o efeito, melhor colaboração entre empresários e o banco.
Os meus dias de Nova Lisboa !!!...
A minha estadia em Nova Lisboa deslumbrou-me. A cidade era moderna, apetecível, bem desenhada, cheia de espaços ajardinados e fluidez de trânsito, muito bem estruturada, ampla e de gente simpática e ordeira. Com muitas respostas para a nossa curiosidade jovem.Por lá, em Nova Lisboa, moravam os irmãos Miranda, meus companheiros de escola primária - o Óscar (que a vida levou a combatente da UNITA e, depois, apanhado da justiça em Portugal) e o Nélson (que por cá também conheceu uns lados menos bons). Filhos de Zulmira e Óscar.
E o Orlando Rino, com bar no bairro de Santo António, junto ao campo militar - onde petisquei fartas panquecas, molhadas a jarros de vinho branco. Com ele, fui ao Lobito, numa epopaica viagem de automóvel que teve um stop "militar" de combatentes de um movimento, uns quilómetros adiante do Alto Hama, serra abaixo no caminho de serrania para a beira-mar. Ainda hoje estou para saber onde levava ela a arma com que enfrentou a "turba" que nos assaltava.
Com ele moravam a mulher Paula, já com dois dos três filhos; e os sogros Figueiredo e Leontina. Foi uma festa, na casa do bairro de Santo António!!! Leontina lembrava-se do que eu tinha esquecido: uma irmã dela, na nossa aldeia ribeirense, tinha dado uma queda com um carrego de erva à cabeça, partira uma perna e fôra eu, pelos meus 12/13 anos, quem a ajudara nessa aziaga tarde de inverno. E lá ia mais um copo de branco, a cada lembrança que se avivava.
O Cruz, bem mais contraído que eu, deliciava-se no viver destas parlengas adocidadas pelo sabor do chão da terra ois-da-ribeirense. E lá ia mais um copo de branco!
E as minhas férias militares, em Abril de 1975!!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
As transmissões e a operação na mata da Serra do Quibinda

As transmissões eram essenciais, fossem lá elas falhar quando fosse necessária uma evacuação, um socorro, uma comunicação urgente. As saídas para operações, os patrulhamentos, ou para as mais vulgares escoltas, não dispensavam o homem da rádio.
A minha primeira operação na mata angolana, pela serra de Quimbinda adentro, foi de três dias - com dois grupos de GE´s. E bem sei e lembro as aflições de deixar de ter o Racal TR28 a comunicar com o Quitexe, a partir da manhã do segundo de três dias. E o medo, o constrangimento, a boca que se fazia roxa de morder os lábios enquanto se palmilhavam os trilhos da mata, carregando a mochila, de arma aperrada e olhos bem abertos, a querer ver o que não... queria. Entre a vida e o temor do sangue e da morte.
Ao terceiro dia, numa clareira já perto da fazenda Vamba, lá esticámos as antenas, tentando comunicar com o Quitexe. Qual quê?!!! Quando finalmente a comunicação foi conseguida, não havia acerto de senhas - não sei já porque coisa! Falei em linguagem claro, sem códigos, aflito! «Sou fulano, pá!...».
Não me percebia o operador, ou não reconheceu! Foi um drama! Havia legítima dúvida de identidade, há para aí 30 horas que não havia contactos, sabe-se lá o que teria acontecido, se não estaria prisioneiro!
Finalmente, lá nos entendemos. E fomos transportados pelo Pelotão de Morteiros, comandado pelo Alferes Leite, açoreano - que não me deu palavra até que chegámos ao aquartelamento. Eu e uns 40 e tantos GE´s. O Racal TR28 lá voara os éteres dos céus de Angola, com a mensagem que nos «evacuou». Estão a ver a importância das trasmissões. Aqui lhes presto a minha continência.
domingo, 11 de abril de 2010
Os dias de Nova Lisboa e as preocupantes notícias de Carmona...
sábado, 10 de abril de 2010
António Carlos Fernandes de Medeiros
Foi lembrado no Encontro dos Cavaleiros do Norte, de 12 de Setembro de 2009, e o seu passamento faz-nos lembrar quanto de passageira é a nossa vida terrena, que quantas vezes nem saboreamos e valorizamos bem. Dele lembro, o ar sempre sereno, sempre sério e afável, sempre me parecendo cúmplice (por responsável) com a nobreza da missão que desempenhava.
A família, se nos lê, que receba o abraço solidário dos Cavaleiros do Norte - neste comentário de saudade que editamos constrangidos, por ser portador da dor e do luto da morte. Até, Medeiros! Até à ressureição!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Residências no Quitexe para antigos combatentes

A ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva da Conceição Lino (foto), procedeu ontem (8 de Abril) no Quitexe, ao lançamento da primeira pedra para a construção de residências destinadas a antigos combatentes, veteranos de guerra e viúvas.
Aa acção enquadra-se no "Projecto Kussanguluka", em parceria com o Consórcio Comandante Loy, que prevê a construção de 3800 casas na província do Uíge e para este grupo alvo.
Dados de Angola Press,
O blogue tem um ano, vejam lá!!!...
A 9 de Abril de 2009, Quinta-Feira Santa, cheguei a casa depois de mais um dia de trabalho e seroei a ver imagens fotográficas da tropa. Senti um mar de emoções e saudades!!! Comentei algumas peripécias que a memória m´ajudou e disse-me a senhora minha mulher, a provocar-me: «Olha, faz um blogue!!!...».
Ajudou-me ela na empreitada, por ser eu leigo absoluto na matéria blogueira, e gostei do que vi! E, de contente por não me doer um dente, fiz passar a mensagem a meia dúzia de companheiros da tropa, daqueles que ficam para toda a vida.
Hoje, passado um ano, com postagens diárias, mais de 81 000 visitas e um encontro de Cavaleiros do Norte pelo meio e outro já na soleira da porta, ainda por aqui andamos a contar histórias do que foi a nossa passagem pela Angola que todos aprendemos a amar.
Não vou pôr foguetes, não vou... Mas vou beber uma taça!!! Aos garbosos Cavaleiros do Norte!!! E a todos quantos comigo assinam esta «crónica» diária.
Quem quiser ir ver o primeiro post, pode ir aqui: http://cavaleirosdonorte.blogspot.com/2009/04/o-furroel-milicano-em-angola.html
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Governador do Uíge elogia modernização das Forças Armadas
Uíge, 8/Abril/2010: O governador provincial do Uíge elogiou hoje, quinta-feira, o processo de modernização e reedificação das Forças Armadas Angolanas e do Exército, em particular, em vários domínios, o que tem permitido cada vez mais o crescimento qualitativo e a prontidão combativa das tropas, visando a sua participação activa nas tarefas da reconstrução nacional.Paulo Pombolo fez este elogio durante a abertura da 16ª. reunião do Conselho Superior do Exército, no Quartel General da Região Militar Norte, sob orientação do Chefe do Estado Maior do Exército, general Jorge de Barros Nguto.
Dias de Luanda e vésperas de voar para Nova Lisboa...
Os dias de Luanda eram vividos com grande enstusiasmo, até sofreguidão!!! O facto de podermos dispôr de uma viatura, facilitava a nossa mobilidade e era um «ver-se-te-avias» de galgar a cidade e a ilha, pulando para a restinga, pisar a areia quente da praia e... saltar à ilha do Mussúlo, olhando a cidade que como que se fazia despedir do nosso deslumbramento - num «até já» que nos escaldava as emoções e apetites.
A semana pós-páscoa de 1975 - a 30 de Março!!... - foi passada num corre-corre intenso, nem um dia sem encontrar um vizinho de Portugal ou um amigo, deixando para as noites quentes de Luanda o saciar das nossas fomes da idade. Um dia, ao cimo da avenida Álvaro Ferreira, perto do Palácio do Governo, dei de caras com o Carlos Sucena, aqui de Águeda e que por lá cumpria a sua comissão de serviço. Éramos amigos de escola e matámos saudades à volta de cerveja fersquinha, servida em copos de bazuca.
Carmona, a 340 quilómetros, ressacava dos incidentes de Luanda e outras cidades, acautelando-se em patrulhamentos cada vez mais regulares e intensos -na sua malha urbana. Disse tive eco por companheiros que, de passagem pela capital, rumavam em Lisboa, para férias.
A CCS do BCAV. 8423 recebeu o alferes miliciano João Carlos Lima Cabral, para substituir José Leonel Pinto de Aragão Hermida (ver AQUI). A 2ª. CCAV. passou a ter novo enfermeiro - o 2º. sargento miliciano Manuel Alcides da Costa Eira, que esteve no Encontro da CCS, a 12 de Setembro de 2009.
Em Luanda, faziam-se vésperas para o nosso voo aéreo para Nova Lisboa. Em férias com o Cruz!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Palavras para quê? Aí está o convite para o encontro de 2010!!!...
O correio trouxe-me hoje a «novidade» que eu já sabia: a 29 de Maio a cavalaria do Quitexe e de Carmona (e Luanda) vai juntar-se em Ferreira do Zêzere, precisamente no dia em que, em 1974, partimos para Angola. Há 36 anos!!! O calendário não podia, realmente, ser mais justo para esta gente amiga que por Angola fez companheirismo multiplicado por todos estes anos: no mesmo dia do mês em que partimos, lá estaremos nós a confraternizar, a partilhar camaradagens, a dividir afectos e a somar paixões!
Dito isto desta maneira, até parece que é bonito. E é!!!... Só quem vive estes momentos os pode entender. Que não falte a malta!!!
O desafio é, então, que cada Cavaleiro do Norte - da CCS!!! - chame mais um amigo, para que sejamos mais que em 2009!
Os contactos de organização são com o (ex-alferes) Ribeiro, pelos telefones 912670944, 241897377 e email jaimeroribeiro@gmail.com. E com o Aurélio (o Barbeiro), pelos 917299792 e 249391337, e o Vicente Alves (condutor), pelos 968555090 e 274898456.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Incidentes...
Militares dos movimentos emancipalistas, no BC12, em 1975 (foto de Rodolfo Tomás)
A verdade, porém, é que, principalmente entre eles, vivia-se um clima de «desconfiança». Afinal, eram três movimentos que tinham combatido o exército português, mas antipatizavam-se em notórias diferenças. Os incidentes de Luanda e Salazar apressaram alguns outros na província do Uíge - onde o BCAV. 8423 era praticamente a única força militar portuguesa. E a FNLA a força emancipalista mais dominante, muito protestada pelo MPLA. Com homens em armas.
Hoje, 36 anos depois, é provavelmente mais visível, para nós, o fosso que se então se cavava entre os movimentos, alimentado em constantes incidentes - principalmente entre o MPLA e a FNLA.
O Livro da Unidade refere que «os incidentes de Luanda vieram em ressaca até Carmona, dando origem a que houvesse que fazer intervenção a conflitos diversos».
Recordo, de Luanda e dos primeiros dias de Fevereiro de 1975, incidentes que levaram à morte de um capitão e de um alferes miliciano portugueses, perto do mercado do Bairro de S. Paulo. O capitão miliciano era andebolista do Sporting (de Lisboa) e ambos foram abatidos quando tentavam uma conciliação. Rapidamente a notícia se espalhou e as FAP quiseram retaliar, mas foram impedidas pelos comandos militares.
Eu estava em Luanda nesse dia, tinha passado no local (à civil) pouco tempo antes e fui interpelado por homens armados e aparentemente drogados, que me saíram na frente, sob um edifício que passava por cima da rua. Queriam deter-me, ia eu para o bairro da Cuca, visitar a Benedita e o Mário. Conhecia bem o local, onde praticamente ia sempre quando estava em Luanda - não só para visitar Benedita e Mário, como o (PSP) José Martinho e, nos primeiros meses, também o conterrâneo Custódio, soldado sapador. E, inevitavelmente, ir ao bacalhau do Vilela.
Lá me safei... mas na altura sempre a supor que levaria um tiro pelas costas, enquanto galgava a estrada no Toyota do Albano Resende. Ainda agora, ao lembrar-me deste momento, sinto um arrepio pelas costas acima.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Os rádio-montadores da CCS do Quitexe em pose de domingo....

A vida do BCAV. 8423, no Quitexe, «andou» para além da CCS - que de lá saiu a 2 de Março de 1975. Ficou a 3ª. Companhia, que fizera comissão por Santa Isabel.
O Tomás, em correio para o blogue, veio «matar recordações» da equipa de rádio-montadores - que ele próprio integrava.
«Não podíamos deixar o Quitexe sem percorrer os lugares mais marcantes para todos os Cavaleiros do Norte...», reportou ele na nota enviada e, como exemplo, citando o jardim (que ficava mesmo de frente à administração da vila).
A foto que aqui se vê (e ele mandou) é de um domingo, precisamente no jardim do Quitexe, e, recorda o Tomás, «enquanto uns assistiam à missa, outros estavam de serviço ou a faxinar». O trio foi deixar-se fotografar.
O domingo, para muitos, era o dia ideal para fazer pequenas coisas, como por exemplo escrever para a família e amigos, ou ainda tratar das roupas. «Eu tambem não escapei a isso...», lembra o Tomás. Ver AQUI.
Era assim os dias do Quitexe! Dias que pariam a saudade que todos hoje temos da terra angolana e este bloge aqui vai recontando o melhor que pode e sabe, com os registos e a memória que fazem a história viva da nossa passagem por lá.
- CRUZ. António José Dias Cruz, furriel miliciano rádio-montador, natural de Cardigos (Mação), é quadro da Câmara Municipal de Lisboa.
- SILVA. António Jesus Pereira da Silva, soldado-rádio montador, de Vila Nova de Gaia.
- PAIS: António Correia Lourenço Pais, 1º. cabo rádio-montador, natural e residente em Viseu.
- TOMÁS. Rodolfo Hernâni Tavares Tomás, 1º. cabo rádio-montador, natural e residente em Lousada.
domingo, 4 de abril de 2010
Vice-ministro da Comunicação Social visitou Uige, a antiga Carmona
Mapa da Província do Uíge. Quitexe é agora denominado DangeO vice-ministro de Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho "Wadijimbi", iniciou ontem uma visita de trabalho de dois dias, à província do Uíge, no quadro do programa de verificação do funcionamento do sector.
O programa da visita incluiu a realização de um encontro de cortesia com o governador da província e reuniões com os membros das direcções dos órgãos públicos da Comunicação Social - RNA, TPA, Edições Novembro e Angop - e com os correspondentes da imprensa privada. No último dia da visita, o vice-ministro tem um encontro com a Direcção Provincial da Comunicação Social.
in Jornal de Angola, 27 de Março de 2010
A 2ª. feira de Páscoa de 1975...
Hoje, que é dia de Páscoa de 2010, olhava eu ali o adro da igreja quando me lembrei da 2ª. feira de Páscoa de 1975. Estava eu em Luanda, no bem-bom que a cidade proporcionava, quando, próximo do almoço e ao passar pela estação dos Correios, não resisti à tentação de telefonar para Portugal. Para minha mãe.
Seria uma surpresa mas não se julgue que era coisa fácil, como hoje - que, com um telemóvel na mão, se fala com o fim do mundo no mesmo momento. Não era, era até um atrevimento. Mas correu mal. Supus eu que ligando para a vizinha Celeste - naquele tempo havia cinco telefones na minha aldeia!!!, vejam lá... - ela a chamaria. Só que, a vizinha mo disse, minha mãe tinha saído para beijar o Senhor em casa de familiares. Lá se foi o gosto!
O dia foi quente e almoçámos na ilha, onde nos levou o conterrâneo Albano Resende - que por aqueles dias fez de nosso taxista. À tarde, fui de missão ao cemitério de Catete e, reencontrado com o Alberto Ferreira, conheci o agora advogado Nuno Neves, de Fermentelos. Ao tempo, era furriel de Comandos e tinha sido atingio a tiro no braço esquerdo, numa escaramuça da cidade - na zona de Vila Alice. Passei na avenida D. João II, onde estava a delegação das Ferragens Reunidas de Águeda (FRAL), com recado do Neto. A FRAL era do pai e instalava uma fábrica na Zona Industrial de Viana.
A cidade de Luanda era um desafio, cheia de atracções e segura. Ninguém diria que Angola vivia uma guerra, desde 1961. A noite ia satisfazer os nossos desejos e aventuras!
sábado, 3 de abril de 2010
Os primeiros dias de Abril de 1975, em Carmona, Vista Alegre e Quitexe
Quartel do BC12, visto da estrada que vai de Carmona. O pavilhão à sua direita, foi dormitório dos furriéis nos últimos dias do Uíge, em Agosto de 1975 - clicar, para ampliar. Comandante Almeida e Brito (em baixo)
A vida da guarnição de Carmona continuou por Abril de 1975, mas com a remodelação do dispositivo militar suspensa, logo no início do mês - quando se planeava a desactivação de Vista Alegre e Ponte do Dange, onde continuaram grupos de combate da 3ª. Companhia.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Um dia de Páscoa em Luanda...

Dia de Páscoa de 1975 foi a 30 de Março, já eu e o Cruz acordámos em Luanda, na altura de um 7º./8º. andar do Katekero, à Serpa Pinto - em pouso de onde, mesmo apeados, nos púnhamos num instante a buliçar na noite ou no dia do coração da cidade.
Por lá nos banhámos, depois de noite bem dormida e antes do mata-bicho que fomos tomar nos gigantescos balcões da Paris Versailles: pregos no pão e uma garrafa de vinho verde. Uma delícia! Por lá combinara eu encontrar-me com Rebelo Carvalheira, do jornal A Província de Angola (mesmo ao lado) e que habitualmente por lá ia ao mesmo mata-bico, depois dos fechos do jornal.
Lá também tive a informação de que o Alberto Ferreira não viria. O recado, deixado a um empregado conhecido (Oliveira?), dava conta de um almoço de páscoa, em casa da prima. Por ali andámos, depois e na baixa, a espreitar a baía e o mar, olhando as montras e catrapiscando os olhos a quem a malícia nos fazia medrar desejos, enquando se fechava a manhã para irmos - eu e o Cruz...- almoçar ao Baleizão: o trivial bife com ovo a cavalo e umas quantas bazucas, depois de entrarmos a camarão. Mordomias de furriéis em férias.
A tarde foi para visitas aos Resendes (ao tempo, a morar perto da praça de touros) e a Benedita e Mário (no bairro da Cuca), com brevíssima passagem pela casa de Cândida - que já se fazia tarde para a hora de estar com o conterrâneo Custódio, na Portugália. Dali fomos à PSP, muito pertinho - onde reencontrei o graduado José Martinho, casado com Maria Emília, outra conterrânea ribeirense (agora, aqui vizinhos).
A noite, depois da janta - que foi de frango de churrasco, à fartazana e no restaurante onde trabalhava Neca Taipeiro (outro conterrâneo) - estendeu-se adentro dela, com «stops» ao Diamante Negro e no Scorpius. Tiveram o Custódio e o Ferreira (entretanto chegado para a frangalhada...) de voltar às suas «bases» militares e continuámos nós a «espreitar» pelos neons que suscitavam apetites e prazeres - até quando quisemos e até voltarmos ao Katekero.
Foi assim o dia de Páscoa de 1975!
- BAZUCAS. Canecas de cerveja.
- CUSTÓDIO. Custódio Alves Ferreira, soldado de engenharia, meu conterrâneo. Reside nos Estados Unidos.
- ALBERTO. Alberto Fernando Dias Ferreira, 1º. cabo especialista da Força Aérea, de Fermentelos (Águeda), já falecido.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Férias de Angola...
A baía de Luanda (em cima) e os furriéis Cruz e Viegas, no Quitexe
quarta-feira, 31 de março de 2010
Montanha Pinto foi presidente da Câmara Municipal de Carmona
A 23 de Março, falei aqui da minha pessoal (há 35 anos) sobre Montanha Pinto - figura pública de Carmona, que deu o nome ao bairro onde se situava uma antiga messe de oficiais, mas que, entre Março e finais de Julho de 1975, foi «casa do repouso doas guerreiros-sargentos» do BCAV. 8423.Recordei-me que Montanha Pinto ainda era vivo ao tempo, que fôra presidente da Câmara Municipal de Carmona e fizera notável obra de qualificação urbanística da cidade. E que, além de deputado na Assembleia Nacional, da Ala Liberal, fôra funcionário público e empresário agrícola e tinha mais uma mão-cheia de dados curriculares que na altura me espantaram e agora não recordo.
Agora, o António Casal - que tirocinou transmissões pelo Quitexe antes dos Cavaleiros do Norte, fez-me chegar recortes do jornal O Século - edição de 22 de Junho de 1954. Há quase 56 anos!!
Título da 1ª. página: «Portugal Ultramarino - Angola. Número especial dedicado à província de Angola, aquando da visita do Presidente Craveiro Lopes».
A reportagem, bem recheada de fotos, abrange toda a ex-colónia e fala, até, da construção do novo Clube Recreativo do Uíje, da construção do Grande Hotel do Uíje (com fotos) e outras curiosidades. E, principalmente, de toda a economia, riqueza e o visível progresso da província que nós viríamos a conhecer 19 anos depois.
Obrigado, ó Casal!
Se clicarem na imagem, ela aumenta
e podem ler o que está escrito.
Chuvas deixaram 2 511 pessoas do Uíge sem abrigo
16/02/2010: As chuvas deixaram 2511 pessoas ficaram sem abrigo e destruíram 624 residências de Janeiro a 15 de Fevereiro, na província do Uíge, informou o oficial da Protecção Civil, Eduardo André Pereira.Os municípios do Uíge, Songo, Púri, Negage e Quitexe foram os mais afectados. Também foram danificadas 13 escolas, nove igrejas e a ponte do rio Zadi, entre a capital da província e Ambuíla.
Notícia da TPA, AQUI.
terça-feira, 30 de março de 2010
Uíge precisa de ampliar serviços penitenciários
Os serviços penitenciários na província do Uíge pretendem a sua ampliação, tendo em conta o elevado número de reclusos que alberga. A preocupação foi manifestada ao governador provincial, Paulo Pombolo (na foto), no final de uma visita de trabalho.Os responsáveis do Ministério do Interior referiram também a necessidade de um centro de acolhimento de estrangeiros que entram e permanecem ilegalmente na província (através do posto fronteiriço) e preocupações com a rede de marcação, equipamento e meios técnicos operativos de apoio e socorrismo. E a necessidade de uma escola do 1º. e 2º. ciclo do ensino secundário, para facilitar a formação académica dos polícias e dos seus familiares.
Notícia de 18 de Março, DAQUI.
Os patrulhamentos mistos em Carmona e as guarnições da ZMN
Miltares do PELREC, alguns dos que integraram os patrulhamentos mistos. Em cima, Messejana, Dionísio, Soares (1º. cabo), António (?) e Florêncio. Em baixo, Vicente (1º. cabo), Viegas (furriel), Francisco e Leal. Vicente e Leal já faleceram.
A 28 de Março de 1975, a guarnição do BCAV. 8423 foi reforçada com um Grupo de Combate da 3ª. CCAV., que continuava no Quitexe. A extinção da ZMN e a consequente saída dos quadros que asseguravam os seus serviços, obrigou a reenquadramentos - numa altura em que, para além dos Cavaleiros do Norte, apenas havia tropa em Sanza Pombo (a 1ª. Companhia do BCAÇ. 4911) e no Negage (a CCAÇ. 4741). Aqui, para além da base aérea.
A experiência que por então vivíamos nos patrulhamentos mistos à cidade e pontos-chave, decorria sem problemas de maior - graças, principalmente, à receptividade dos militantes dos três movimentos e à postura dos militares portugueses. Que, nas ruas de Carmona, resistiam à tentação de ceder na resposta aos insultos gratuitos de alguns cidadãos.
Ocorre-me uma cena, na Rua do Comércio, por volta da meia-noite de um desses patrulhamentos, quando duas senhoras «vomitaram» impropérios contra a tropa portuguesa.
«Traidores, bandidos, canalhas...», foram alguns do epítetos que tivemos de ouvir. Sem reagir! Castrando a emoção! Menos o Marcos, que saltou do Unimog, num momento reactivo que só foi dominado pela agilidade com que foi agarrado. Em frente das senhoras, que batiam com as costas nas palmas das mãos, gritando e protestando injúrias. Um dia aqui contarei o que, no mesmo local, aconteceu com uma delas, filhos e sobrinhos - nos dramáticos primeiros dias de Junho de 1975. Todos socorridos no BC12.
- ZMN. Zona Militar Norte.
-Vicente. Jorge Luís Domingues Vicente, 1º. cabo atirador de cavalaria. Natural de Vila Moreira. Faleceu em meados dos anos 90.
- LEAL. Manuel Leal da Silva, soldado atirador de cavalaria, de Caxarias (Pombal). Faleceu subitamente, a 18 de Junho de 2007.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Os dias de Santa Margarida a «fazer» os Cavaleiros do Norte
Hoje, se fosse no ano de 1974, estaríamos de regresso ao Destacamento do Regimento de Cavalaria 4, em Santa Margarida - com a Licença de Normas já gozada. Era sexta-feira e ficámos a saber que a viagem para Angola tinha datas de embarque marcadas para fins de Maio e princípios de Junho, em sucessivos voos para Luanda, companhia a companhia.
Fomos jantar a Abrantes!
Esse fim de semana passei-o em Santa Margarida - nomeado numa escala que achei irracional mas que tive de aceitar. Acabei por fazer um serviço do Neto - que aproveitou a «boleia» para voltar a Águeda, para os braços da Ni e o conforto da família e dos amigos.
Foi um fim de semana algo atípico e também de conhecimento mais íntimo dos oficiais milicianos, qu´iam ser nossos irmãos de destino: o Ribeiro, sapador; o Sampaio, da 1ª. Companhia; o Pedrosa, da 3ª; o Periquito, da 2ª., todos atiradores de cavalaria.
A 31 de Março, era domingo, assisti à missa na capela do Campo Militar e dei aos pés uns bons pares de quilómetros, até à beira de Malpique. À noite, fui ao cinema - onde à saída reencontrei um antigo companheiro de Penude, do Centro de Instrução de Operações Especiais, o CIOE (Ranger´s) - o aspirante a oficial miliciano Augusto Rodrigues. Em pé de cerveja, à beira do balcão, vim a saber dos outros AOM do BCAV. 8423: o Mário Jorge Sousa (1ª. CCAV), o Machado (da 2ª.). E o Garcia, com quem eu tirocinava como 1º. cabo miliciano.
Outros 1ºs. cabos milicianos já eu conhecia: o Letras, o Pinto, o Reina. E o Neto e o Monteiro, da CCS como eu. Todos instruendos do CSM de Lamego. A família dos Cavaleiros do Norte construía-se assim, como estes pequenos e crescentes afectos.
domingo, 28 de março de 2010
A chegada do capitão Silva Themudo, 2º. comandante do BCAV. 8423
O capitão de cavalaria José Diogo Themudo assumiu as funções de 2º. Comandante do BCAV. 8423 em Março de 1975. Seguramente antes de 24, dia em que passou a comandar interinamente a Unidade - passando o tenente-coronel Almeida e Brito para o comando (também interino) da Zona Militar Norte (ZMN).O BCAV. 8423 estava sem 2º. comandante desde a chegada a Angola, pelo facto de o major da cavalaria José Luís J. Ornelas Monteiro, nomeado para o cargo, ter sido «desviado» para o CCFAG.
Silva Themudo não demorou tempo a conhecer a sua área de comando e, a 27 de Março, foi ao Quitexe - onde estava ainda estava a 3ª. Companhia, comandada pelo capitão miliciano Fernandes. No dia seguinte, foi a Vista Alegre e Ponte do Dange, onde a 1ª. CCAV. estava em missão, sob o comando do capitão Castro Dias.
Sucediam-se pelos últimos dias de Março, as reuniões com os dirigentes dos três movimentos emancipalistas, confirmadas nos encontros dos Estados Maiores, às 4ªs.-feiras. As novas que nos chegavam, davam conta da boa aceitação das medidas militares tomadas e que, cito do Livro da Unidade, constituíam «um exemplo para terceiros». As reuniões passaram mesmo a ser itinerantes e, dentro desse contexto, houve contactos a vários níveis, com os movimentos das áreas de Salazar, Quibaxe e Úcua - este último com patrulhamento conjunto do ECAV 401 e da 2ª. CCAV. do 8423, no dia 31 de Março.
sábado, 27 de março de 2010
O soldado que levou cassete com a gravação do jantar de despedida da família
Jardim principal da vila do Quitexe, frente à administração civil sexta-feira, 26 de março de 2010
O primeiro patrulhamento misto da cidade de Carmona

Estátua e rotunda Ricardo Matos Gaspar, fundador de RIMAGA, importante empresade Carmona, um dos sítios por onde passou o patrulhamento misto de faz hoje 35 anos.
Forças mistas no BC12, em cima, fazendo ordem unida
O dia 26 de Março de 1975 foi de rotina civil, até às 17/18 horas - correndo a cidade num jipe militar, para lhe conhecer alguns recantos. Não por acaso. Às 20, tínhamos de estar no BC12 para iniciar os chamados patrulhamentos mistos - com as forças do MPLA (FAPLA´s), UNITA (ELNA) e FNLA (FALA). Os primeiros! Havia alguma ansiedade da nossa parte, muito respeito e nervosismo - até alguns temores. Há dias que alguns angolanos (foto) estavam instalados no BC12, numa das casernas, e eram olhados com alguma desconfiança. Eram, afinal, os nossos «inimigos» de ontem! Ir fazer patrulhamentos conjuntos, que Deus nos acompanhasse!





















