Há dias, por aqui falei da nossa última visita à Fazenda Luísa Maria e da história, no regresso, da pacaça que foi abatida - quando perseguia um cidadão local. E de boa se safou o bom do homem, ainda jovem, que corria que nem um desalmado, até minimamente se proteger à volta de uma árvore - enquanto, enfurecido, o animal a corneava.
Agora, nem de propósito, o (furriel) Fernandes, da 3ª. CCAV. 8423 (em Santa Isabel), manda-nos uma fotografia, com o resultado de uma noite de caça - que alguns soldados (e não só...) faziam de quando em vez.
Conta o Fernandes, na primeira pessoa:
«Como se pode observar, trata-se de uma pacaça e eu e o outro camarada apenas tirámos uma fotografia para enviar para as famílias. Ou seja, não tivemos qualquer participação na caçada. Caçada que foi bastante difícil, porque os soldados faziam-se transportar em jeep e, quando atingiram o animal com tiros de G3, este investiu contra a viatura. E com toda a fúria.
Os soldados, ao aperceberem-se das intenções do animal, fugiram com toda a pressa para o aquartelamento. Só na manhã seguinte é que foram ao local onde dispararam e encontraram o animal já sem vida, transportando-o então para o quartel.
Depois de muito pessoal tirar fotografias, o animal foi cortado para bifes, transformando-se, assim, num óptimo repasto dos soldados».
Eu calculo, ó Fernandes!! Esta, era uma das outras e mais saborosas fases da «guerra» que nos levou a Angola. E não estou só a falar de bifes!




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